terça-feira, 18 de maio de 2010
BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL
Abriu, terça - feira dia 11 de Maio de 2010, em Paris. É da UNESCO.
Aprendendo a navegar podemos ampliar fotos, ler comentários e manuscritos raros...
Não deixem de visitar...
www.wdl.org/pt/
(Sugestão do Amigo e Professor José Machado da Costa)
Com a colaboração dos nossos AMIGOS da Escola Secundária Daniel Faria Baltar, do Clube de Contadores de Histórias...
BOA IDEIA MÃE
Ele era muito distraído. Um cabeça-no-ar. Péssimo para fazer recados. Mas, mesmo assim, a mãe dele insistia:
Ó Pedro, vai ali, se fazes favor, à mercearia do senhor Cosme e traz-me dois quilos de batatas.
O Pedro ia e voltava a correr com uma batata na mão.
Então as outras? - perguntava a mãe.
Já vou buscar, mãe - dizia o Pedro.
Nova corrida e nova batata. Trazia-as uma a uma...
Ó filho, que trabalheira! Metia-las todas num saco e trazias, de uma só vez.
Boa ideia, mãe. Para a próxima já sei.
O recado seguinte tinha a ver com o porco, que tinha ficado em observação no veterinário, por causa de umas vacinas, e que a mãe não tivera ainda tempo de ir buscar. Mandou o filho.
Quando o rapaz regressou sem o bicho, a mãe admirou-se.
Fui metê-lo num saco e ele não quis - explicou o Pedro.
Ó filho, trazia-lo para casa com um cordelinho amarrado pelo pé e tocáva-lo para diante com uma varinha.
Boa ideia, mãe. Para a próxima já sei.
Pouco depois, a mãe mandou-o à feira para comprar um cântaro. Quando o Pedro chegou a casa trazia só a asa do cântaro, presa a um cordel. E ele, muito contente:
Fiz como a mãe disse.
O que valia ao Pedro cabeça-no-ar é que a mãe tinha muita paciência. Ai dele se não tivesse!
António Torrado
http://www.historiadodia.pt/
Ele era muito distraído. Um cabeça-no-ar. Péssimo para fazer recados. Mas, mesmo assim, a mãe dele insistia:
Ó Pedro, vai ali, se fazes favor, à mercearia do senhor Cosme e traz-me dois quilos de batatas.
O Pedro ia e voltava a correr com uma batata na mão.
Então as outras? - perguntava a mãe.
Já vou buscar, mãe - dizia o Pedro.
Nova corrida e nova batata. Trazia-as uma a uma...
Ó filho, que trabalheira! Metia-las todas num saco e trazias, de uma só vez.
Boa ideia, mãe. Para a próxima já sei.
O recado seguinte tinha a ver com o porco, que tinha ficado em observação no veterinário, por causa de umas vacinas, e que a mãe não tivera ainda tempo de ir buscar. Mandou o filho.
Quando o rapaz regressou sem o bicho, a mãe admirou-se.
Fui metê-lo num saco e ele não quis - explicou o Pedro.
Ó filho, trazia-lo para casa com um cordelinho amarrado pelo pé e tocáva-lo para diante com uma varinha.
Boa ideia, mãe. Para a próxima já sei.
Pouco depois, a mãe mandou-o à feira para comprar um cântaro. Quando o Pedro chegou a casa trazia só a asa do cântaro, presa a um cordel. E ele, muito contente:
Fiz como a mãe disse.
O que valia ao Pedro cabeça-no-ar é que a mãe tinha muita paciência. Ai dele se não tivesse!
António Torrado
http://www.historiadodia.pt/
segunda-feira, 10 de maio de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Bonita sugestão da Profª Fátima Marques...
Trabalho da TVE 2 - televisão de Espanha...
Belo documentário, sobre Portugal. Visitem:
http://www.rtve.es/alacarta/la2/ultimos/index.html#659940
Belo documentário, sobre Portugal. Visitem:
http://www.rtve.es/alacarta/la2/ultimos/index.html#659940
terça-feira, 27 de abril de 2010
Com a colaboração dos nossos AMIGOS da Escola Secundária Daniel Faria Baltar, do Clube de Contadores de Histórias...
COLARES DE PÉROLAS
Joanina e Lionídia eram duas jovens que se preparavam para o primeiro baile.
Vestiam vestidos de seda branca com muita goma e roda, todos enfeitados de lacinhos azuis e cor-de-rosa.
Não haverá hoje raparigas que consintam em usar vestidos destes, mas isto passou-se há muito tempo.
Diante do toucador, ajeitaram ao espelho os caracóis e canudos de cabelo, que as faziam parecer bonecas de porcelana. Sentiam-se lindas. E, efectivamente, sinceramente, estavam.
Chegou a altura dos últimos adornos. Brincos, anéis, pulseiras e um diadema no toucado. Até o espelho pestanejou com tanto brilho.
"Falta o colar " lembrou a Lionídia, enquanto procurava, na sua caixinha de guarda-jóias, o ornamento essencial à perfeição do quadro.
Já Joanina tinha tirado do respectivo guarda-jóias e posto com todo o cuidado ao espelho o seu colar de pérolas, sorrindo, feliz, porque era a primeira vez que o punha. Sentia--se uma senhora, uma dama, um modelo para um retrato a óleo.
Lionídia tinha um colar igual. Ou quase.
"O teu colar é de pérolas falsas" disse Lionídia, olhando de esguelha para o colar de Joanina.
" Como é que tu sabes? " indignou-se ela. " Este colar está na nossa família há várias gerações e sempre foi tomado como verdadeiro."
"É falso. Digo e torno a dizer, porque as tuas pérolas não têm a perfeição nem a transparência leitosa, nacarada, aveludada das minhas."
Isto dito por Lionídia era uma afronta para Joanina.
" E se for ao contrário? " ripostou ela. " Está-me a parecer que as tuas pérolas é que são uma perfeita imitação das minhas."
Enervaram-se. Zangaram-se. Descompuseram-se.
Brigaram. Não fosse estarem tão alinhadas para a festa e, quase de certeza, ainda acabariam por se agarrar aos caracóis uma da outra e espatifar os vestidos brancos, engomados e rodados, com lacinhos azuis e cor-de-rosa.
Uma réstia de boa educação e de bom senso conteve-as.
Para decidirem de uma vez para sempre qual tinha razão lembrou-se uma delas.
"Só há uma prova a fazer. O vinagre!"
Quem não souber que aprenda que o vinagre desfaz as pérolas naturais, as legítimas, as fabricadas com sossego e demora, dentro da concha paciente das ostras.
Muito exaltadas e avinagradas, foram buscar à cozinha uma tigela de vinagre.
"Queres ver que o teu colar pelintra não se desfaz" disse a Joanina à Lionídia.
"A porcaria do teu colar é que não vai desfazer-se" disse Lionídia à Joanina.
O resto está-se mesmo a ver. Dissolveram-se no banho de vinagre as pérolas de ambos os colares. Só sobraram para amostra fios e fechos, tão valiosos como duas espinhas de peixe.
E as duas jovens, depois de chorarem muitas lágrimas, abraçadas uma à outra, lá tiveram de ir para o baile sem os seus preciosos colares.
Pobres das ostras que tanto trabalharam a acrescentar, a arredondar e a aprimorar as suas maravilhosas pérolas, para que assim se perdesse o labor de tantos anos num bochecho de vinagre. Dá que pensar.
Adaptação
António Torrado
Joanina e Lionídia eram duas jovens que se preparavam para o primeiro baile.
Vestiam vestidos de seda branca com muita goma e roda, todos enfeitados de lacinhos azuis e cor-de-rosa.
Não haverá hoje raparigas que consintam em usar vestidos destes, mas isto passou-se há muito tempo.
Diante do toucador, ajeitaram ao espelho os caracóis e canudos de cabelo, que as faziam parecer bonecas de porcelana. Sentiam-se lindas. E, efectivamente, sinceramente, estavam.
Chegou a altura dos últimos adornos. Brincos, anéis, pulseiras e um diadema no toucado. Até o espelho pestanejou com tanto brilho.
"Falta o colar " lembrou a Lionídia, enquanto procurava, na sua caixinha de guarda-jóias, o ornamento essencial à perfeição do quadro.
Já Joanina tinha tirado do respectivo guarda-jóias e posto com todo o cuidado ao espelho o seu colar de pérolas, sorrindo, feliz, porque era a primeira vez que o punha. Sentia--se uma senhora, uma dama, um modelo para um retrato a óleo.
Lionídia tinha um colar igual. Ou quase.
"O teu colar é de pérolas falsas" disse Lionídia, olhando de esguelha para o colar de Joanina.
" Como é que tu sabes? " indignou-se ela. " Este colar está na nossa família há várias gerações e sempre foi tomado como verdadeiro."
"É falso. Digo e torno a dizer, porque as tuas pérolas não têm a perfeição nem a transparência leitosa, nacarada, aveludada das minhas."
Isto dito por Lionídia era uma afronta para Joanina.
" E se for ao contrário? " ripostou ela. " Está-me a parecer que as tuas pérolas é que são uma perfeita imitação das minhas."
Enervaram-se. Zangaram-se. Descompuseram-se.
Brigaram. Não fosse estarem tão alinhadas para a festa e, quase de certeza, ainda acabariam por se agarrar aos caracóis uma da outra e espatifar os vestidos brancos, engomados e rodados, com lacinhos azuis e cor-de-rosa.
Uma réstia de boa educação e de bom senso conteve-as.
Para decidirem de uma vez para sempre qual tinha razão lembrou-se uma delas.
"Só há uma prova a fazer. O vinagre!"
Quem não souber que aprenda que o vinagre desfaz as pérolas naturais, as legítimas, as fabricadas com sossego e demora, dentro da concha paciente das ostras.
Muito exaltadas e avinagradas, foram buscar à cozinha uma tigela de vinagre.
"Queres ver que o teu colar pelintra não se desfaz" disse a Joanina à Lionídia.
"A porcaria do teu colar é que não vai desfazer-se" disse Lionídia à Joanina.
O resto está-se mesmo a ver. Dissolveram-se no banho de vinagre as pérolas de ambos os colares. Só sobraram para amostra fios e fechos, tão valiosos como duas espinhas de peixe.
E as duas jovens, depois de chorarem muitas lágrimas, abraçadas uma à outra, lá tiveram de ir para o baile sem os seus preciosos colares.
Pobres das ostras que tanto trabalharam a acrescentar, a arredondar e a aprimorar as suas maravilhosas pérolas, para que assim se perdesse o labor de tantos anos num bochecho de vinagre. Dá que pensar.
António Torrado
quarta-feira, 21 de abril de 2010
DVD - A ACTIVIDADE MINEIRA EM PORTUGAL...
Oferta do Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, que em muito veio valorizar a nossa videoteca. Já disponível para a comunidade escolar.
Reconhecido agradecimento.
Reconhecido agradecimento.
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